30
set
2009
Texto de Carmem Zara ” A hora da Escolha”

A hora da escolha

* Carmem Zara

Você sabe a importância de ter um foco? Nesta caminhada rumo à aprovação, você certamente deve ter conhecido muitas pessoas “atirando para todos os lados”. Em outras palavras, participando de todos os concursos que aparecem. Será que é esse mesmo o caminho?

De acordo com a Programação Neurolingüística, uma nova ciência que estuda o funcionamento do cérebro e da mente, ter um foco, um objetivo estipulado é o que vai levar seu nome à disputada lista de aprovados.

Lendo os editais atentamente, verá que cada concurso exige matérias e disciplinas diferentes. Logo, se você se inscrever em tantos certames, em áreas tão distintas, como dará conta de tanto material para estudar? Será grande a chance de confundir o seu cérebro. E não para por aí.

Ao escolher um concurso, você deve ter em mente de que esta meta vai determinar sua carreira profissional e a sua felicidade. Há muitos servidores públicos que estão insatisfeitos com sua rotina diária justamente porque não souberam escolher e optar por aquilo que queriam. A vida (ou a família, os colegas, a crise, professores) terminaram escolhendo por eles. E os sonhos? As realizações? Os anseios de aliar a paixão pelo trabalho a um cargo público?

Portanto, determine o que você quer, estabeleça objetivos reais e positivos. Selecione os concursos que tenham a ver com os seus conhecimentos, e com o que você está buscando, e trace um plano de ações com tempo fixado, unindo os estudos com seus princípios e valores. Isso liberará o seu poder, seus recursos e capacidades para chegar lá. Estou torcendo por vocês!

* Carmem Zara é co-autora, com William Douglas, do best-seller “Como usar o cérebro para passar em provas e concursos”, editora Campus, em terceira edição.
Master e trainer em Programação Neurolingüística pelo Instituto de Neurolingüística Aplicada (INAP)
Coach executiva e de vida. E-mail: carmem.zara@gmail.com

 
13
set
2009
ENTREVISTA PARA FOLHA DIRIGIDA 2008

Entrevista

No autoconhecimento e na auto-estima, a descoberta de um novo aprendizado

08/05/2008 – Folha Dirigida – Educação
Joana Martins

Para facilitar o processo de ensino-aprendizagem, as técnicas da Programação Neurolingüística (PNL) começam a ser trabalhadas com os professores. Porém, em que consiste essa programação? A PNL é um modelo que ajuda o indivíduo a entender melhor como o ser humano pensa, age e se comunica. Por isso, com o objetivo de ampliar competências em atividades de ensino e aprendizagem, através da utilização das técnicas da PNL, o curso PNL aplicada ao ensino e aprendizagem para educadores e profissionais de treinamento chega pela primeira vez ao Rio de Janeiro. Segundo uma das facilitadoras do curso, a master trainer em PNL, Dulce Gabiate, o conhecimento e a prática da Programação Neurolingüística em sala de aula são fundamentais. “Isso porque modifica a relação do professor com ele mesmo, com o aluno, com o conteúdo a ser transmitido e libera a capacidade de auto-aprendizagem do estudante”, afirma.O curso, que tem a duração de 40 horas, será realizado, a partir do dia 4 de junho, na sede do Instituto de Neurolingüística Aplicada (INAP), no Flamengo, e abordará três grande linhas de trabalho. “A primeira procura desenvolver o autoconhecimento, elevar a auto-estima. Já que, hoje, percebemos que em função da baixa remuneração e da falta de estrutura, os professores estão desmotivados. Com esse trabalho conseguimos que o professor tenha melhor atuação em sala de aula, mais motivação”, disse. Além disso, a PNL trabalha com uma série de técnicas que ajudam a identificar os diversos tipos de conhecimento, pois cada pessoa tem uma forma de conhecer o mundo. “E se o professor trabalha com recursos para atender esses diversos tipos, o resultado do aprender é mais afetivo”, explicou. Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, Dulce Gabiate, que também é psicóloga e consultora organizacional, fala ainda sobre a importância da PNL para o dia-a-dia da sala de aula. E ainda ressalta os problemas de aprendizagem que podem surgir a partir de uma comunicação deficiente.

O que é a Programação Neurolingüística (PNL)? Qual a importância do conhecimento neurolingüístico nos dias de hoje?
Dulce Gabiate – A programação Neurolingüística tem como objetivo explicar como o cérebro e a mente funcionam, isto é, como criamos os nossos pensamentos, sentimentos, estados emocionais e comportamentos. Essas explicações ajudam a alterar alguns comportamentos, para que se tornem mais adequados, de acordo com o que desejamos realizar. Essa é a primeira aprendizagem que o programa passa. Porque ao conhecer como os pensamentos são criados e, aprender que eles influenciam o estado emocional e o comportamento das pessoas, começamos a ter recursos para trabalhar a alteração de comportamentos. Dessa forma, vamos produzindo comportamentos mais assertivos, que permitam o alcance das nossas metas.No contexto escolar, o professor, quando organiza esse conhecimento, passa a ter melhor atuação em sala de aula. Com isso, ele tem a possibilidade de estabelecer uma comunicação mais eficaz com os alunos. Porque, quando se tem conhecimento e passa-se a ter um autoconhecimento, as pessoas começam a gerenciar melhor seus comportamentos e suas emoções. Esse é o grande diferencial e a importância de se ter um conhecimento neurolingüístico.

Como a PNL pode ser aplicada na área de educação? Na prática, quais benefícios traz para alunos e professores?

O conhecimento e a prática da PNL em sala de aula são fundamentais. Isso porque modifica a relação do professor com ele mesmo, com o aluno, com o conteúdo a ser transmitido e libera a capacidade de auto-aprendizagem do aluno. Na realidade, os benefícios que o programa traz para os professores são motivação e aprendizagem de técnicas que geram participação e também a motivação dos alunos. Além disso, o programa amplia a capacidade de escolha das pessoas, porque quando é ampliada a percepção, a forma de enxergar o mundo, são criadas outras formas de aprender e de atuar. Costumo dizer que o professor que usa as ferramentas da PNL promove a aprendizagem e transforma vítimas em criadores. Depois, quando se utiliza das técnicas os professores aprendem que têm que explorar ao máximo os recursos auditivos, visuais e sinestésicos. Com isso, é gerada motivação. Na realidade, na relação de sala de aula, o professor é o grande termômetro para estimular os alunos, porque estados emocionais são contagiantes. Quando ele cria todo um contexto de estímulo os resultados são significativos.
Seria correto afirmar que boa parte das causas das falhas no processo de aprendizagem deve-se, justamente, a problemas de comunicação?Basicamente. A comunicação é a chave para as relações. Então, na medida em que desenvolvo uma comunicação mais atrativa, naturalmente, promovo aprendizagem. E como cada pessoa pode ter um estímulo (visual, auditivo, sinestésico), quanto mais exploro essa forma de percepção, através da linguagem, propicio que as pessoas captem mais e aprendam aquilo que elas querem aprender.

Quais os principais equívocos cometidos pelos professores em sala de aula?

São as supostas rotulações. Quando o professor olha para um determinado aluno e afirma que o mesmo é mais produtivo ou menos do que outro, ocorre uma rotulação de um determinado comportamento. É preciso que os professores entendam que todas as pessoas têm identidades e que, em determinadas situações, podem não apresentar um comportamento adequado. Por isso, não se pode julgar o comportamento dessa pessoa rotulando-a, pois o comportamento não adequado que ela apresentou foi apenas uma ação – o que não compromete a sua identidade. Entretanto, quando o professor diz que uma pessoa é limitada ou que tem dificuldade, ele está rotulando a identidade dela, o que impede que ela quebre esse estado. Então, a primeira coisa que deve ser feita é sempre ajudar as pessoas nas mudanças das ações que são comportamentos e trabalhar com a identidade de que todos os seres humanos são capazes de alcançar resultados. A diferença da mensagem que é passada para o outro pode ser uma alavanca de crescimento ou de derrota. O cuidado que o professor tem que ter com a comunicação é para que ela seja capaz de reconhecer as potencialidades do indivíduo e os ajudar a alcançar os seus resultados.
Estímulo da memória, capacidade de armazenamento de dados, múltiplas inteligências, estratégias mentais de sucesso…

Como trabalhar esses temas junto a alunos e professores? Em outras palavras, como fazer para que eles conheçam o funcionamentos do próprio cérebro?

A Programação Neurolingüística trabalha com um mapa que mostra como é feita essa percepção da realidade. No entanto, mostramos que cada pessoa pode receber o mesmo estímulo e dar a ele significados diferentes. O que a PNL ajuda é a dizer para a pessoa que, se ela acredita que pode, que é capaz, ela consegue alcançar. Isso porque ela vai agir enxergando a vida com possibilidades. Quando a pessoa acredita que não é capaz, ela cria filtros que fazem com que enxergue a realidade de uma forma negativa e, com isso, a atuação da pessoa diminui. A PNL também vai ajudar ao aluno a enxergar dificuldades passadas como feedback. Ele vai, assim, aprender com essas experiências. Não existe fracasso… O que existe, na verdade, são aprendizagens.

Qual é o perfil dos professores que devem procurar o curso que será ministrado no próximo mês? Qual é o objetivo básico deste encontro?

Todos aqueles que procuram um melhor desempenho na própria resposta do aluno. Tanto em termos de estar mais motivado, quanto em termos de gerar motivação. Para que, assim, os resultados que são esperados de aprendizagem aconteçam. O objetivo básico do programa, que tem 40 horas de duração, é capacitar os professores para que eles tenham melhor atuação e que possam promover aprendizagens com os alunos. O curso fornece métodos para que o professor seja mais assertivo, que possa utilizar em seu dia-a-dia técnicas de aproximação, de comunicação, gerando assim mais motivação em sala de aula. O trabalho é feito dessa forma, já que um dos fatores primordiais para que o aluno aprenda é a motivação. O aluno precisa ser estimulado. Neste contexto, o espaço da sala de aula precisa ser um campo de motivação para favorecer a aprendizagem. Dessa forma, a postura do professor tem um impacto direto no resultado da aprendizagem em sala de aula. E isso se dá através da comunicação que ele utiliza. Então, o curso tem como objetivo primeiro mostrar como o cérebro funciona. Segundo, mostramos como os professores podem estabelecer relações assertivas com o aluno e como podem estimulá-los a aprender. E, por fim, utilizar diversos recursos que promovam a participação, transformar a sala de aula em um ambiente agradável, produtivo e usar de recursos, música, filme, por exemplo, são fatores de grande valia nesse processo.
A senhora acredita que, pelo menos, aspectos fundamentais da PNL deveriam constar da formação de todos os professores?Acredito que sim, isso faz uma grande diferença. Ainda mais porque a PNL ajuda a mostrar aos professores que alguns métodos de aprendizagem não funcionam tão bem quanto o esperado. Por exemplo, algo que também atrapalha bastante o dia-a-dia da sala de aula são as crenças pré-existentes, ou seja, tudo aquilo em que acreditamos. Isso influencia diretamente o nosso comportamento. As crenças podem levar a pessoa para frente ou limitá-las. Se a pessoa acredita que pode, e é válido deixar claro que não é uma questão de pensamento positivo, mas sim o ato de traçar uma meta. Dessa forma, as pessoas começam a trabalhar com as estratégias, para alcançar um resultado. No entanto, se ela começar pensando que não é capaz, que essa matéria é difícil, a pessoa começa a limitar a percepção dos estímulos. O importante é que os professores tenham o conhecimento de que as crenças influenciam os pensamentos, que os pensamentos é que vão gerar um comportamento positivo. Saber trabalhar isso ajuda os alunos a enxergarem e a desenvolverem as suas potencialidades.

Uma das grandes queixas dos professores refere-se justamente à dificuldade em obter a participação dos alunos, buscar neles a motivação para a aprendizagem. Como reverter esse quadro?

A primeira coisa é o olhar. Se o professor tem um conteúdo, o conhecimento técnico, e utiliza as técnicas que propiciam uma participação, o resultado, com certeza, vai ser diferente. Porém, o professor, primeiro, precisa acreditar que é uma pessoa motivadora. Segundo, ele deve olhar as pessoas com um novo olhar e fazer com que elas participem. A comunicação efetiva é a soma entre a comunicação verbal e não verbal. Além disso, também é necessário que o educador trabalhe com os diferentes tipos de métodos, como slides, filmes, exercícios, dinâmicas, assim como os instrutores fazem em treinamentos das empresas. O uso desses recursos faz com que a aula fique mais dinâmica e o aluno, por sua vez, mais interessado em aprender, já que os três sistemas (visual, auditivo e sinestésico) estão sendo estimulados. O professor, cada vez mais, deixa de ser o único detentor do conhecimento no processo de ensino e aprendizagem.

Como estimular nos estudantes, então, um compromisso pessoal de investir na auto-aprendizagem?

Na realidade, o que é importante, e que muda o contexto da sala de aula, é quando o professor trabalha com a sabedoria do grupo. Algumas pessoas partem da premissa de que quando vão dar aulas os alunos não têm um conhecimento sobre o assunto a ser trabalhado. No entanto, se fizerem a experiência de perguntar o que os alunos acham daquele tema vão descobrir que os mesmos já possuem um conhecimento prévio, ou mesmo que já tem uma idéia do que vai ser trabalhado. Dessa forma, os professores valorizam o saber prévio dos alunos e, com isso, a participação deles fica mais efetiva. Logo, a aprendizagem daquele grupo também acontece de forma mais assertiva. O professor tem que reconhecer que o aluno tem um saber, pois, na verdade, quando ele aprende ele vai fazendo links com algo que já conhecem. Os alunos possuem uma referência interna e, com isso, vão construindo o saber. O mais interessante, então, é que o professor possa, dentro da sala de aula, construir com os alunos o saber, porque é isso que vai motivá-los.